A saída de Renata Vichi da presidência do Grupo CRM, dona da Kopenhagen, Brasil Cacau e Kop Koffee, surpreendeu o mercado e chamou a atenção de especialistas em negócios e franquias. O anúncio foi feito na última quarta-feira (1º) e já movimenta conversas sobre os rumos das marcas, que juntas formam um dos maiores impérios do setor de chocolates e cafeterias no Brasil.
Renata, que está no grupo desde os 16 anos, permanecerá na presidência até dezembro. Depois, o comando passará para Fernando Vichi, atual diretor de operações e também marido da executiva. A transição promete ser tranquila, mas marca o fim de um ciclo importante para a líder que deixou sua marca no segmento premium e popular de chocolates.
Renata Vichi cresceu dentro do Grupo CRM. Filha de Celso Moraes, ela começou como estagiária e foi se consolidando como uma das executivas mais influentes do país. Em 2020, aos 38 anos, assumiu oficialmente a presidência.
Sob seu comando, a executiva lançou marcas e projetos que se tornaram referência. Entre os destaques está a criação da Brasil Cacau, rede que levou chocolates de qualidade para o segmento popular. Também foi dela a iniciativa de lançar a Kop Koffee, cafeteria inspirada em tendências internacionais. Além disso, Renata trouxe ao mercado a linha Soul Good, focada no bem-estar e em ingredientes naturais.
Essas iniciativas mostraram que a executiva tinha visão estratégica e sensibilidade para identificar demandas do consumidor. Ao unir tradição com inovação, ela reposicionou a Kopenhagen como marca de desejo, mantendo relevância em um setor altamente competitivo.
Negociações milionárias e governança reforçada.
Durante sua gestão, Renata Vichi conduziu negociações estratégicas que mudaram a história do Grupo CRM. Uma das mais importantes foi o acordo com o fundo Advent, que dobrou o tamanho da companhia e trouxe governança mais robusta.
Pouco tempo depois, ela liderou a venda do grupo para a Nestlé, uma das maiores multinacionais do setor alimentício. Apesar da aquisição, a Nestlé optou por manter a independência operacional do CRM, reconhecendo o valor da gestão local. Esse movimento garantiu ao grupo ainda mais musculatura no mercado.
