MERCADO DE FRANQUIAS AVANÇA NO TERCEIRO TRIMESTRE E MANTÉM RITMO ACIMA DA ECONOMIA

Limpeza e Conservação Microfranquias Serviços e outros negócios

Setor manteve expansão no período, impulsionando empregos, renda e novas oportunidades de investimento.

Mesmo com o ritmo mais lento da economia brasileira, o mercado de franquias manteve dinamismo e seguiu gerando empregos, renda e novas oportunidades. A Pesquisa Trimestral de Desempenho da ABF mostrou que o setor cresceu 10,8% no acumulado dos últimos 12 meses e 9,1% no terceiro trimestre. Esse avanço ocorreu em um contexto que combinou fatores positivos — como inflação menor, maior nível de emprego e melhora na confiança — com desafios, como juros elevados e restrição de crédito. Ainda assim, o franchising foi impulsionado pela demanda crescente por serviços, pelo interesse dos consumidores em lazer, entretenimento e turismo e pelo esforço das redes em aprimorar eficiência e operação.

Como resultado, o faturamento do franchising brasileiro subiu de R$ 264,874 bilhões para R$ 293,535 bilhões no período de 12 meses. No terceiro trimestre, em comparação ao mesmo período do ano anterior, o setor alcançou R$ 76,607 bilhões em faturamento, reforçando sua resiliência e capacidade de adaptação mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

Segundo a ABF, o franchising brasileiro (presente atualmente em 126 países) continua transformando as localidades onde atua, gerando emprego e renda, e desenvolvendo o empreendedorismo assistido. O desempenho do setor nesse terceiro trimestre corrobora com os resultados do estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) e pela Datrix – recentemente divulgado pela Associação – que reforça a imagem positiva do franchising na opinião pública. A pesquisa mostra que 78% dos entrevistados têm visão positiva das franquias, índice que cresce após esclarecimentos sobre o modelo de negócios. A nota média do setor foi de 7,8 (em escala de 0 a 10).

Entre os elementos mais reconhecidos pelos consumidores estão: Geração de empregos (79%), Contribuição ao desenvolvimento econômico (90%) e Apoio a pequenos empreendedores (87%). Além disso, 61% dos brasileiros afirmam confiar mais em produtos e serviços de marcas franqueadas, e a imensa maioria, 93%, relata satisfação com as experiências de consumo. O estudo conclui que o setor de franquias atua como um “motor de desenvolvimento econômico e social”, responsável por gerar renda, fortalecer o empreendedorismo e ampliar oportunidades em todas as regiões do País. A pesquisa da ABF também aponta que as redes de franquias empregam diretamente 1,74 milhão de pessoas no período analisado, reafirmando sua importância para o mercado de trabalho brasileiro.

A expansão das redes de franquias também avançou no trimestre. O saldo de novas operações resultou em 4.644 delas frente ao mesmo intervalo de 2024, totaliza“O sistema de franquias alia inovação, capacidade de adaptação em cenários adversos e força coletiva, o que está refletido nesse crescimento do terceiro trimestre deste ano. Crescemos acima da média do varejo e mantivemos nossa trajetória de longo prazo, apoiada em ganhos de eficiência na gestão, no fortalecimento das operações existentes e na capacidade de entregar valor ao consumidor, afirma Tom Moreira Leite, presidente da ABF.

Segmentos crescem na totalidade
Todos os 12 segmentos do franchising registraram alta do faturamento no terceiro trimestre de 2025. O maior avanço foi registrado em Limpeza e Conservação, com 14,5%. Entre os principais fatores, o segmento se destacou pela transformação habitacional, especialmente nas grandes cidades, com a opção das pessoas por lares mais compactos e ambientes reduzidos; escassez de mão de obra, com aumento da contratação de serviços externos especializados, e pela mudança de comportamento do consumidor, que busca por praticidade e experiências de maior qualidade no serviço.

Saúde, Beleza e Bem-Estar alcançou o segundo lugar, com faturamento 13,1% maior. O desempenho positivo refletiu o aumento do poder aquisitivo e da massa salarial dos trabalhadores, ainda que moderado, a maior flexibilidade na rotina das pessoas, que facilita o acesso a serviços de estética, cuidado e prevenção e a tendência crescente de autocuidado, associada à busca por qualidade de vida.

Já Alimentação – Comércio e Distribuição registrou o terceiro maior crescimento, com 12,7%. O segmento foi beneficiado especialmente pela desinflação, que elevou as margens das redes e aliviou o bolso do consumidor; pelo orçamento familiar mais direcionado ao consumo fora do lar, após a recomposição parcial da renda, e pela dinâmica do mercado de trabalho, com maior retorno ao presencial e maior circulação de pessoas.

Na sequência, temos os segmentos de Entretenimento e Lazer (11,8%), e Hotelaria e Turismo (9,1%).

Para o presidente da ABF“o bom desempenho de todos os segmentos do franchising comprova a abrangência e a consistência do mercado de franquias nacional como um todo. E os segmentos que mais cresceram traduzem mudanças estruturais no comportamento do consumidor brasileiro, evidenciando a capacidade das redes de inovar, ajustar modelos e responder rapidamente às novas necessidades e expectativas da população. Esse movimento demonstra que o setor está não apenas atento às transformações do mercado, mas preparado para capturar oportunidades em diferentes áreas, fortalecendo sua presença e relevância em todo o País.”

Projeções
Tendo em vista os resultados do mercado de franquias até setembro, a ABF espera que o franchising cresça em 2025 dentro das projeções feitas pela entidade, ou seja, crescimento de 8% a 10% no faturamento, e expansões de cerca de 2% nos indicadores de operações, redes e empregos diretos.

“O setor encerra o terceiro trimestre de 2025 com resultados sólidos, confiança fortalecida e perspectivas positivas para 2026. Apesar do enfraquecimento da atividade econômica brasileira e da manutenção de juros elevados, que dificultam investimentos e reduzem o apetite ao risco, o franchising mostrou vitalidade e capacidade de crescimento consistente. Permanecem no radar, no entanto, fatores internos, como o risco de aumento da inadimplência e a desaceleração do PIB, e externos, como as incertezas no campo internacional”, conclui Tom Moreira Leite. 

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