APENAS 7% DA POPULAÇÃO TREINA: ANÁLISE DO GRUPO BITTENCOURT REVELA O POTENCIAL OCULTO DO MERCADO FITNESS NO BRASIL

Beleza & Bem Estar Serviços e outros negócios

A forte expansão no número de academias na última década ainda não se traduziu em um aumento proporcional no número de praticantes de atividades físicas no país. Uma análise do setor realizada pelo Grupo BITTENCOURT revela que o mercado fitness no Brasil enfrenta o desafio de converter a alta oferta de estabelecimentos em maior penetração de alunos. Para o próximo ciclo, a consultoria aponta que as redes precisarão adotar estratégias mais eficientes, pautadas pelo uso inteligente de dados, novos formatos de negócios e escolha criteriosa de praças.

Segundo o levantamento, o país registra 55.068 estabelecimentos ativos de atividades físicas. Além disso, o faturamento anual das academias brasileiras atingiu R$ 17 bilhões, reunindo 15 milhões de alunos matriculados.

Apesar da alta na receita, a penetração do setor no país é de apenas 7%. O índice fica bem atrás dos Estados Unidos, que registra 26,1%, e da Europa, com 9,3%.

O Desafio da Distribuição Geográfica

Atualmente, o Brasil possui 2,9 centros de atividade física para cada 10 mil habitantes, no entanto, a densidade competitiva varia bastante entre as capitais brasileiras.

Vitória lidera a lista nacional com 8,1 centros por 10 mil moradores. Enquanto isso, Florianópolis registra 7,5, São Paulo marca 3,3 e o Rio de Janeiro tem 3,1.

A busca por saúde, longevidade e tratamentos com GLP-1 alteram as expectativas dos clientes. Por isso, as marcas começam a oferecer serviços que ultrapassam a academia tradicional.

A boa notícia é que 51% dos não praticantes pretendem iniciar exercícios em breve. “O nosso maior concorrente não é outra academia, é o sofá”, afirma Leandro Aguiar, da Gaviões 24h.

Franchising e Projeção Global do Wellness

No setor de franchising, o segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar faturou R$ 74,3 bilhões, resultado que representa uma alta expressiva de 14,6% em relação ao período anterior.

No cenário global, a economia do bem-estar deve movimentar US$ 9,8 trilhões até 2029. Portanto, governança estruturada e capital estratégico serão vitais para sustentar a escala das marcas.

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