A costureira do bairro está mais na moda que nunca! Aquela senhora, que está a sempre a postos para fazer a barra de uma calça ou reformar uma roupa, pode se transformar numa franquia, como é o caso da rede Tem Jeito, rede inovadora no setor de costura e customização de roupas, fundada em 2015 em Campina Grande, na Paraíba, pelo empresário Evandro de Macedo Filho. Ele identificou uma lacuna no mercado para ajustes rápidos e de qualidade, criando um modelo de negócio que alia eficiência e excelência no atendimento.
A moda muda a cada estação, mas um setor segue firme e cada vez mais valorizado: os ajustes de roupas. Em meio ao consumo consciente e ao slow fashion, a costura ganha um papel essencial. Mais do que uma simples solução prática, o serviço se tornou parte da transformação no comportamento dos consumidores brasileiros, que buscam durabilidade, economia e sustentabilidade no vestuário.

O crescimento do consumo consciente no Brasil
De acordo com um levantamento recente do Think With Google, 85% dos brasileiros afirmam estar tentando consumir de forma mais consciente. Essa mudança está diretamente ligada ao movimento de “comprar menos e melhor”. Entre os jovens, esse comportamento se fortalece, trazendo à tona a valorização de peças duráveis e de qualidade, além do interesse pela moda circular e pelo reaproveitamento de roupas já existentes.
Nesse contexto, os ajustes de roupas se destacam como uma solução estratégica. Uma calça esquecida no armário, por exemplo, pode ganhar uma nova vida com um simples reparo. Além de economizar, o consumidor mantém um estilo único, contribuindo ao mesmo tempo para o meio ambiente.
Ajustes de roupas: de necessidade básica a escolha consciente
O mercado de costura sempre existiu, mas muitas vezes de forma silenciosa e invisibilizada. Hoje, ele se reposiciona como protagonista. Isso porque, diante da desaceleração do consumo no varejo e da popularização dos brechós, fazer ajustes se tornou uma alternativa consciente e acessível.
Evandro de Macedo, CEO da rede Tem Jeito, resume bem essa transformação: “Hoje, o consumidor olha para o próprio guarda-roupa com mais atenção. Uma peça esquecida pode ganhar vida nova com um bom ajuste. E isso não é apenas sobre economia — é sobre estilo, identidade e responsabilidade.”
A Tem Jeito, que nasceu na Paraíba, já realizou mais de 60 mil atendimentos e mostra como unir tradição e inovação pode ser um caminho promissor. A marca aposta em tecnologia, agilidade e foco no cliente, sem perder a essência da costura tradicional.
Moda circular e o impacto nos ajustes de roupas.
O relatório mais recente do Enjoei mostra que 56% dos brasileiros já compraram ou venderam roupas de segunda mão. A expectativa é que os produtos usados representem 20% dos guarda-roupas do país em breve. Esse movimento fortalece ainda mais a procura por ajustes de roupas, já que nem sempre as peças adquiridas em brechós ou marketplaces internacionais se encaixam perfeitamente no corpo. Ajustar essas roupas é essencial para garantir conforto, estilo e maior aproveitamento de cada item. Além disso, a lógica do chamado “armário inteligente” vem ganhando força. A ideia é ter menos peças, mas de qualidade superior, que possam ser usadas em diferentes combinações. Para que isso funcione, ajustes sob medida tornam-se indispensáveis.
Setor de costura: impacto social e oportunidades de negócio
Mais do que moda, os ajustes de roupas têm impacto direto na vida de muitas famílias. Historicamente marcado pela informalidade e pela predominância feminina, o setor representa uma fonte de renda vital para mulheres chefes de família, migrantes e costureiras com longa experiência. Esse trabalho, muitas vezes subestimado, ganha novo valor ao ser reconhecido como essencial para a moda consciente. Redes como a Tem Jeito contribuem para profissionalizar a costura e oferecer visibilidade a profissionais que sempre estiveram à margem do setor.
Além do aspecto social, o mercado mostra potencial de crescimento financeiro. A demanda é contínua, impulsionada pelo desejo dos consumidores de evitar compras desnecessárias e reaproveitar roupas já existentes.
Em tempos de orçamento apertado, arrumar uma roupa pode custar muito menos do que investir em uma peça nova. Além disso, o boom das compras em sites internacionais trouxe um desafio extra: os tamanhos das roupas, muitas vezes, não correspondem ao padrão brasileiro.
Nesse cenário, os ajustes de roupas viraram um serviço indispensável. Eles permitem que peças importadas sejam adaptadas ao corpo do consumidor, evitando frustrações e desperdícios.
A sustentabilidade deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma exigência do consumidor moderno. Cada vez mais, marcas e consumidores entendem a importância de reduzir impactos ambientais.
Os ajustes de roupas entram nesse movimento como uma alternativa sustentável e acessível. Em vez de descartar uma peça por um pequeno defeito ou por não servir mais, ela pode ser reaproveitada, prolongando sua vida útil.
Além disso, redes especializadas investem em técnicas modernas e em atendimento personalizado, oferecendo experiências que unem tradição e inovação. Isso fortalece ainda mais a percepção do setor como estratégico para a moda do futuro.
Costura: um ofício resiliente que se reinventa
A costura, por muito tempo vista apenas como um ofício doméstico, prova agora sua resiliência. Mais do que consertar roupas, ela ajusta prioridades e conecta consumo, consciência e estilo.
Como afirma Evandro de Macedo, o setor se mostra preparado para crescer em um cenário onde a praticidade se une ao consumo inteligente. Ajustar uma roupa deixou de ser improviso: é uma escolha consciente.
No fim das contas, nem toda inovação precisa ser futurista. Muitas vezes, ela está em ressignificar o que já existe. E é justamente nesse ponto que os ajustes de roupas se consolidam como tendência que nunca sai de moda.
