A transição para a mobilidade elétrica já não é mais uma tendência distante. Ela está acontecendo agora, e empresas inovadoras estão liderando essa mudança. Entre elas, a Joy Energy Brasil se destaca ao criar um modelo de franquia de eletropostos autônomos com frota própria de veículos elétricos, atraindo investidores e motoristas em busca de economia.
Em somente dois anos de operação, a startup já alcançou 25 unidades franqueadas no país, sendo 15 delas com frota de cinco carros elétricos. O modelo une baixo custo fixo, operação simplificada e retorno rápido para o franqueado, com payback estimado entre 16 e 20 meses.
O fundador da Joy Energy Brasil, Jonathan da Natanael da Silva, trouxe para o negócio sua experiência no setor de energia fotovoltaica e carregadores elétricos. Segundo ele, a inspiração veio das dificuldades enfrentadas por motoristas de aplicativo. Muitos buscavam alternativas para reduzir custos, mas esbarravam na falta de infraestrutura de recarga no Brasil. “Criamos um ecossistema que une o eletroposto autônomo e a frota de carros elétricos alugados a motoristas de aplicativo. Assim, conseguimos gerar valor para motoristas e franqueados”, explica Jonathan.
Economia real para motoristas de aplicativo
O público-alvo principal da Joy Energy são os motoristas de aplicativo, que enxergam ganhos imediatos ao migrar para veículos elétricos. Enquanto um carro a combustão tem custo médio de R$ 0,70 por quilômetro rodado, um carro elétrico reduz esse valor para apenas R$ 0,07. Além disso, a manutenção é até 70% mais barata.
Se para os motoristas a economia é clara, para os franqueados os números também impressionam. Cada unidade da franquia de eletropostos da Joy Energy Brasil gera faturamento médio superior a R$ 35 mil por mês. A operação é viável mesmo com apenas cinco motoristas fixos utilizando os veículos da frota. Isso mostra que o modelo foi desenhado para se pagar em pouco tempo e gerar recorrência.
Como funciona a operação autônoma.
Diferente de modelos tradicionais de franquias, a Joy Energy Brasil aposta em uma gestão totalmente digital. Isso significa que o franqueado não precisa de funcionários para tocar a operação.
Todo o sistema é gerenciado por plataforma própria, que permite monitorar recargas em tempo real, acompanhar reservas e histórico de uso, abrir baias remotamente e suporte técnico digital.
Além disso, a franqueadora fornece suporte completo, incluindo aplicativo de cobrança, contratos de locação para motoristas, comunicação visual padronizada, ações de marketing centralizadas e treinamento inicial.
O investimento inicial para abrir uma unidade da franquia é a partir de R$ 200 mil. Jonathan reforça que o negócio exige visão de longo prazo. “Não buscamos franqueados que queiram apenas comprar um carregador. Procuramos empreendedores dispostos a crescer junto com a frota. O negócio é escalável e exige dedicação”, afirma o fundador.
Expansão nacional em ritmo acelerado
Atualmente, a Joy Energy Brasil já está presente em Joinville (SC), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB) e Belém (PA). No total, mais de 100 mil kWh são abastecidos todos os meses em suas unidades. A meta é ousada: alcançar 400 franquias de eletropostos autônomos até 2027, focando em centros urbanos de médio e grande porte.
COP30 e protagonismo em Belém
Um dos maiores marcos para a expansão da Joy Energy será em novembro, durante a COP30, que acontecerá em Belém (PA). A cidade terá uma “Green Zone”, onde apenas carros elétricos poderão circular. E o eletroposto da Joy Energy está localizado a apenas 150 metros da área oficial do evento.
A partir de outubro, a unidade também passará a operar o aplicativo de mobilidade Joy, exclusivo para veículos elétricos. Além disso, sediará um evento para motoristas de aplicativo, consolidando-se como o primeiro hub de abastecimento elétrico da cidade.
Para Jonathan, a tendência é irreversível. Até 2030, ele acredita que pelo menos 30% da frota brasileira será elétrica. “Os carros elétricos já são viáveis para o uso urbano. A barreira ainda é a rede de recarga, mas isso está mudando rápido. Quem testa, não volta para a combustão”, afirma.
Ele reforça também que o momento é agora para investidores: “A rentabilidade está excelente. Quem ainda não entrou, está perdendo tempo”.
Fundada em 2019, a Joy Energy Brasil iniciou suas operações no setor de energia solar e carregadores elétricos. Com aporte de R$ 4 milhões em 2025, a empresa expandiu para o modelo de franquia de eletropostos autônomos com frota própria.
Hoje, já está presente em quatro capitais e se prepara para atingir 400 unidades até 2027, contribuindo para a redução das emissões de CO₂ e para a transformação da mobilidade urbana no país.
