O Brasil se consolidou como um dos maiores consumidores e produtores de milho-pipoca no mundo. Atualmente, o país registra cerca de 300 mil toneladas produzidas anualmente. Nesse mercado cada vez mais disputado, sai na frente quem inova o clássico. Essa iniciativa foi a grande virada de chave para o empreendedor Maurício Matheus, fundador da Baurucas, rede carioca especializada em pipocas artesanais. A marca já conta com mais de 40 pontos de vendas no Rio de Janeiro e São Paulo.
Diante do sucesso, o especialista compartilha aprendizados práticos para quem deseja entrar nesse segmento de alimentação. Portanto, o modelo desponta como uma excelente opção de franquia de pipoca artesanal para novos investidores.
Segundo o empresário, um dos erros mais comuns entre os iniciantes é acreditar que a qualidade, por si só, basta. Para ele, o produto bom já virou obrigação. “Tem muita gente boa fazendo produto de excelência. Produto de qualidade não é diferencial. O que diferencia você do outro, no final, é a marca que você constrói”, afirma. Desse modo, o fundador destaca que a construção de marca deve começar logo nos primeiros anos da empresa. Esse processo vai muito além de ter apenas uma identidade visual atraente. “Marca não é só logo bonita. É proposta de valor, é a forma como você apresenta o produto e a história que você quer contar”, explica Maurício.
Outro ponto defendido por Maurício é a importância de começar pequeno. “Começar pequeno é uma vantagem competitiva, se você fizer do jeito certo”, diz o executivo. O início deve ser marcado por rigorosos testes locais de produto, preço e operação. Portanto, validar o modelo de negócio localmente é o passo anterior para quem deseja formatar uma franquia de pipoca artesanal de sucesso.
Margem Financeira como Proteção do Negócio
Na parte financeira, Maurício alerta que a margem de lucro é o principal escudo contra decisões equivocadas. Ela blinda a operação no dia a dia. “A margem mantém o ponto de equilíbrio baixo. Além disso, ela garante a lucratividade do franqueado”, afirma. Entender esse indicador desde o primeiro dia evita que o negócio se torne refém de fatores externos.
Atualmente a rede conta com 43 lojas em funcionamento em todo o estado do Rio de Janeiro e a fábrica própria já produz cerca de 10 toneladas mensais da iguaria.
O ano de 2025 foi encerrado com um faturamento de R$ 26 milhões e projeta R$ 45 milhões até o final deste ano e chegar a novos estados da região Sudeste. Esse crescimento será impulsionado pela expansão da fábrica e pela forte interiorização da marca.
