Esperar para ser atendido e enfrentar filas é cada vez menos compatível com o consumidor atual, ou sejam caixas de autoatendimento, Pix e pagamentos por aproximação trouxeram mais autonomia e rapidez.
Nesse cenário, o modelo de varejo automatizado ganha espaço com mercados autônomos e vending machines inovadoras. Equipamentos em empresas, hospitais e academias aproximam produtos sem exigir uma loja tradicional.
Guilherme Álvares, CEO do Grupo Avend, explica que as pessoas buscam disponibilidade, agilidade e conveniência. Consequentemente, essa mudança na relação de consumo transforma o mercado nacional do franchising.
A Avend nasceu em 2021 e iniciou a expansão por franquias no ano de 2025. O grupo faturou cerca de R$ 20 milhões após validar dezenas de máquinas próprias.
A operação utiliza telemetria, pagamento digital, QR Code e aproximação para acompanhar as vendas diárias. O sistema centralizado monitora o estoque, produtos mais vendidos e a necessidade de reposição, dessa forma, o franqueado deixa de gerenciar máquinas e passa a administrar dados valiosos, além disso, as informações permitem adaptar o mix de produtos ao perfil de cada local.
O formato reduz custos fixos, dispensando a contratação diária de equipe de vendedores e a gestão pode ser feita de forma remota pelo próprio investidor.
Na franquia Avend, o investimento inicial parte de aproximadamente R$ 55 mil por unidade. Esse valor contempla o equipamento, sistemas, taxa de franquia, transporte e estoque inicial completo.
A empresa projeta faturamento mensal de R$ 10 mil e lucro líquido entre R$ 4 mil e R$ 5 mil, com prazo estimado de retorno varia de 10 a 16 meses.
O Futuro Híbrido do Varejo no Brasil
As máquinas descentralizam o ponto de venda e ficam onde as pessoas já circulam. Embora a tecnologia avance, o mercado brasileiro ainda é considerado pouco explorado em comparação a outros países.
Guilherme Álvares reforça que a máquina é apenas a ponta física da operação. Afinal, a inteligência estratégica reside na análise contínua do comportamento do consumidor final. A tendência é a convivência harmônica entre lojas físicas tradicionais e unidades autônomas. Em suma, o empreendedor moderno precisa se preparar para atender essa nova realidade de consumo.
